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ago
2017
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Você quer ser feliz de verdade? Então perdoe a si mesmo e a quem de alguma maneira o magoou!

 

Perdão 1

Se o título deste artigo motivou você a continuar com a leitura do texto, parabéns, porque você fez uma excelente escolha, a de procurar entender melhor sobre a temática do Perdão.

Eu me sinto honrada em ter a sua companhia.

Meu convite é para que você fique comigo até o final, pois tenho certeza, algo de bom você irá acrescentar ao seu jeito de ser e, quem sabe, melhorar a sua convivência com aqueles que fazem parte do seu círculo de relacionamentos.

Vamos juntos nessa?

O assunto que quero apresentar a você é daqueles que pode repercutir, reverberar, direcionar a existência das pessoas para um rumo indesejado.

Se dá no terreno dos relacionamentos, geralmente no convívio com as pessoas mais próximas onde são comuns os conflitos.

Muitas vezes, basta um fato mal resolvido internamente, para mudar o rumo da história de vidas.

Muitas vezes, basta um fato mal resolvido internamente, para mudar o rumo da história de vida de alguém.

Estou falando de qualquer experiência dolorosa que repercuta negativamente e cause abalos emocionais, deixando o gosto amargo do sofrimento que insiste em não passar.

A dor é tão absurdamente grande, que torna a pessoa impotente diante de novas experiências e ela se fecha em seu mundo interior. É como se nada mais fizesse sentido ou tivesse importância. É como se o tempo tivesse parado naquele ponto e a pessoa ficasse presa sem conseguir se libertar.

O triste mesmo é quando o tempo passa e a ferida não cicatriza.

O grande problema é deixar ir um sentimento tão prejudicial, que abala mais aquele que se sentiu ofendido.

O maior desafio é o perdão.

 

 

Se você já se deparou com a amarga sensação de que alguém agiu mal com você e tem dificuldades de digerir essa perturbação é muito provável que para você perdoar seja um processo muito lento.

Provavelmente raiva, ressentimentos, rancor, ira, mágoa, sofrimento, dor, agitem seu mundo interior, talvez, como consequência, você até já tenha passado por algum tipo de doença, senão física, possivelmente mental ou emocional.

O mais perturbador é que, a depender de cada pessoa, essa marca se prolonga no tempo, se transformando em uma questão existencial, tamanho é o impacto provocado.

Então, não é traumática a questão da traição, da rejeição, da exclusão, da carência de amor, do abandono, ingratidão, ofensas, palavras rudes, ausência de carinho?

Existem situações que são ainda mais difíceis de superar. O que dizer dos traumas provocados pela violência extrema como estupro, assassinato, suicídio, roubo…

Nesses casos parece que perdoar é injusto.

O perdão é tema que habita no seio dos relacionamentos. Envolve pessoas onde quer que elas estejam.

E no campo em que as pessoas se relacionam, seja, pais e filhos, amigos, namoro, casamento, relações de trabalho ou até mesmo com estranhos, existe a possibilidade do conflito.

Cada pessoa tem sua própria personalidade, sua história de vida, sua visão de mundo, o que torna a convivência enriquecedora, mas também, conflituosa.

E nesse ponto é razoável a discordância ou até mesmo atitudes hostis e alguém pode se sentir injustiçado, humilhado, rejeitado, violentado.

Há aqueles que seguem o caminho sem carregar as marcas das adversidades. Possuem alta capacidade para superar suas desgraças. Sacodem a poeira, aprendem as lições e saem fortalecidos. São os resilientes.

Para outros, os abalos duram mais.

De qualquer forma, quando o sofrimento se instala no coração, deixando o gosto amargo da revolta contra quem provocou aquela dor, pode não ser tão simples ultrapassar os acontecimentos e encarar o ofensor. Você quer é distância daquela pessoa.

Que atire a primeira pedra quem nunca se envolveu em uma situação assim.

Quem nunca precisou perdoar, ou quem sabe, pedir perdão.

Pode ser que atualmente você esteja suportando as consequências de não ter conseguido perdoar quem o magoou, mas isso não o deixou mais feliz.

Ao contrário, causou muito estrago.

Estrago como amargura, solidão, separações, dificuldade para amar, isolamento, doenças da alma, tristeza, pessimismo com a vida e as pessoas, ansiedade quanto ao futuro…

Nesse momento você pode estar lembrando da sua história, das vezes em que se sentiu ferido, magoado e de como reagiu.

Se algo parecido aconteceu com você é bem provável que esteja preso em algum ponto do passado, se sentindo estagnado. Ou então, pode ser que esteja tudo bem com sua vida, mas lá no fundo do seu ser exista algo que ainda perturba.

O triste é quando uma pessoa que não conseguiu se libertar de algum trauma, porque não teve a capacidade de perdoar, até seguiu adiante, mas dentro dela ainda existe uma ferida que sangra.

Pode ser que você até esteja arrependido de ter sido tão duro com a pessoa que o machucou, mas não tem forças para perdoar.

Ou quem sabe, foi você quem feriu e agora amargue com arrependimento e culpa. E talvez, não consiga perdoar a si mesmo.

Perdoar significa que, mais do que libertar a pessoa que o ofendeu, você optou por ser livre e viver em paz, doando o seu melhor e espalhando amor, compaixão e compreensão.

Conheço pessoas, talvez você também conheça alguém assim, que eram amigos e por divergências políticas, romperam a amizade, aliás, familiares se digladiam por questões políticas, religiosas, herança… E muitas vezes, nunca mais voltam a conviver.

A falta de perdão causa separação!

 

Mas porque é tão difícil perdoar?

Eis a grande questão.

Pode ser que ainda não seja o momento.

Pode ser que já até passou da hora.

Perdão é um processo mental de eliminar ressentimentos, raiva, rancor ou qualquer outro sentimento negativo que se nutre por alguém ou por si mesmo.

Não é pouca coisa.

Tem pessoas que se apegam a esses sentimentos e para elas, mantê-los, significa que ainda é possível fazer justiça.

Perdoar é um ato que requer tempo. Esse tempo depende de cada pessoa.

Apesar de ouvirmos por aí que perdoar é esquecer, sabemos que na prática não é tão simples assim.

Dizer que “não foi nada”, que “logo passa”, não nos isenta da mágoa nem da dor. Isso é negação. É se fechar. É esconder a dor lá no fundo do ser e, em algum momento oportuno, deixar vir à tona com mais intensidade. A solução não está aí.

Não é tão simples esquecer quem nos feriu, prejudicou, nos fez sofrer, chorar. Existem situações que são verdadeiros dramas existenciais e machucam a vida inteira.

Mas te pergunto: até quando você irá permitir que a dor do passado tenha tanto poder sobre você? Até quando você irá se permitir ficar imersa em uma situação que lhe provoca tanta mágoa?

Se você se deixar dominar pela dor ela irá lhe corroer por dentro e isso irá repercutir em toda a sua vida.

Tristeza, amargura, angústia, vazio, desgosto, desconfiança farão parte de você.

Agora, o que é muito importante compreender é que, você tem o poder de decidir se irá perdoar ou não, mesmo sob a presença da dor.

É uma decisão sim! Você pode escolher!

Quando você se encontra diante de uma situação que lhe exija o perdão, na verdade, está defronte de uma encruzilhada, onde terá que decidir qual caminho seguir.

Um caminho é o da luz, que é o ato divino de perdoar, talvez até você não saiba como porque ainda não tem forças para fazê-lo. Com ajuda, fé e vontade, conseguirá.

O outro caminho é o da escuridão, do apego à dor, ao desejo de fazer justiça com as próprias mãos, por se sentir vítima.

A pessoa está tão cega pela sua dor que não percebe que está agindo de maneira egoísta, somente pensando em si.

E passa a desejar que o outro sofra, que seja ferido como ela foi e que sinta a mesma dor que lhe causou.

É o típico sentimento do olho por olho, dente por dente, onde todos acabam cegos e banguelas. Nessa batalha não existe vencedores.

Às vezes, a pessoa até concorda em continuar convivendo com quem lhe ofendeu, mas na primeira oportunidade traz à tona os fatos da ofensa, aproveitando a chance de humilhar, se vingar ou punir o outro.

Então, veja, que os dois caminhos seguem na mesma direção, perdoar, mas um é pedregoso, sombrio, doloroso e se prolonga no tempo. É como construir uma prisão e se colocar dentro dela. Fica difícil sair. Esse é o caminho da dor, que se distancia do amor e da paz.

Para alguns o caminho da dor é necessário, pois precisam avançar aos poucos para descarregarem da bagagem, o orgulho, o egoísmo, o julgamento, as críticas, a ilusão de que não são causadores de mágoas ou agressões, mas magoam e agridem. Elas gritam muito alto o defeito dos outros e silenciam sobre os próprios.

Precisam de tempo para compreender que não são vítimas injustiçadas.

Nesse caso, decidem aprender pela dor. E esse caminho é longo.

O caminho da dor tem seu papel importante, porque lapida as imperfeições, tão necessário para evoluir. Pode ser um período de aprimoramento do ser.

Quem escolhe o caminho da luz é porque já compreendeu que o perdão é uma flor que nasce de muitas sementes, tais como a humildade, a compaixão, a gratidão, o amor, a paz. E decidem cultivar essas sementes mesmo que passem por provações, pois estão certos que tudo o que lhes acontece são lições importantes para se tornarem melhores do que já foram.

Essas pessoas conseguem sair de si e ter compaixão pelo outro e compreender que mesmo quem pratica atos cruéis, já sofreu grandes crueldades.

Se você tem dificuldade em perdoar, é porque tem dificuldade em amar.

Então, a dificuldade em perdoar é justamente a dificuldade de entender que somos falhos e que as experiências dolorosas acontecem para nos ensinar a sermos melhores.

Podemos nos blindar dos efeitos de uma experiência dolorosa, quando nos conscientizamos que tudo é para o nosso aprendizado, e que se ainda resistimos a mudanças, a qualquer momento poderemos ser confrontados com as lições que a vida dá.

Então, é muito mais uma questão minha do que do outro. Pois atraio para a minha vida tudo aquilo que, de alguma maneira possa me ensinar o que resisto em aprender.

O outro funciona como um espelho que reflete aquilo que eu, que você, que nós precisamos melhorar. Esta não é uma demanda fácil de ser entendida.

Portanto, se bem aproveitado, o momento da dor é um tempo de expansão, aprendizado e superação daquilo que nos limita.

A superação somente é possível quando conseguimos perdoar a nós mesmos e também ao outro.

 

 

Mas COMO perdoar quem me magoou?

Nesse exato momento pode ser que você esteja pensando ser impossível perdoar quem lhe feriu.

Pode ser também, que o seu caso, seja o de alguém que precisa ouvir do outro que lhe perdoa.

Uma terceira hipótese é você com você mesmo e a angústia de não se perdoar por algo que tenha feito e se arrepende, e agora, a culpa o consome.

Três nuances de uma questão tão dramática.

A primeira coisa que devemos pensar é que: quem mais se deixa atormentar pela falta de perdão é quem se deixa paralisar pela dor e foca no sofrimento. Isso é prisão.

Quando você está imerso no jogo de acusações, críticas e julgamentos, é muito difícil pedir e ofertar o seu perdão.

Isso é assim porque você se sente ofendido, injustiçado, humilhado, desrespeitado.

Nessa fase você somente enxerga a ofensa sofrida, não consegue examinar a própria participação no evento.

Ainda não entendeu que existe uma lei de ação e reação que você também dá causa. Não somos totalmente inocentes.

Quando você entender esse princípio os seus olhos irão se abrir e você vai compreender que a verdade não é do jeito que você pensou que ela fosse.

Nessa hora você terá noção do que faz ou não sentido.

Quanto tempo vai levar para compreender isso? Não sei. Depende da busca de cada um.

Pode ser que a sua busca seja totalmente materialista, então vai demorar mais.

Eu tentei muito conduzir meu raciocínio sobre o Perdão sob o viés prático do aqui e agora, pensei até em elaborar um passo a passo para facilitar o como perdoar.

Isso porque muita gente se debate com essa questão de como perdoar quem me feriu?

Nunca tive a pretensão de adentrar no contexto religioso e espiritual, mas não consegui.

Minha conclusão é que, sob vários aspectos, perdoar, transcende ao ser humano, no sentido de que, envolve amadurecimento e a própria evolução do ser.

Vários aspectos como: compreensão do porquê a pessoa atraiu a ofensa em si; oportunidade de aprender e seguir rumo a plenitude; tudo tem uma razão de existir; não somos vítimas de ninguém; o outro reflete os pontos que precisamos melhorar; praticar o amor incondicional.

Todas essas questões me impediram de desvincular o perdão da espiritualidade, embora eu tenha conseguido elevar a temática a um nível que considero maior do que religiosidade.

Religiosidade é separatista.

Espiritualidade é universal.

Sob a feição da espiritualidade fica muito mais fácil responder à pergunta: Como perdoar quem me magoou?

Embora estejamos imersos no mundo material, nosso ser busca por soluções que habitam em outras dimensões.

Existem acontecimentos que somente conseguimos entender se nos despojarmos do materialismo e vislumbrarmos um propósito maior que ainda não temos condições de compreender.

Ao aceitarmos essa condição podemos encontrar a paz.

Portanto, perdoar, pressupõe uma postura consciente de que tudo tem uma explicação, pode ser algo que ultrapassa a nossa humanidade, mas existe.

Pressupõe também compaixão, que é se colocar no lugar do outro, e por caridade, perdoar.

É compreender que quem perdoa já conseguiu se livrar de muitos sentimentos inferiores como rancor, ódio, raiva, vingança, vitimização, orgulho, egoísmo, amargura, inveja, apego, brigas…

Pessoas que perdoam já se permitem envolver profundamente por virtudes como aceitação, desapego, compaixão, humildade, gratidão, solidariedade, generosidade, caridade…

Ao olhar para dentro de você, consegue perceber que tipo de sentimento domina o seu ser fazendo com que tenha dificuldades em perdoar?

Consegue compreender que não somos seres apenas material ou carnal, sujeitos a tribulações, mas sim, seres espirituais experimentando uma experiência material?

Ao dar passos conscientes rumo à necessidade de perdoar ou pedir perdão, você estará se aprimorando como ser espiritual.

Compreender isso faz toda a diferença!

Talvez, você espere que o outro lhe peça perdão para somente então perdoar. Mas perdoar não é esperar um pedido de perdão, porque muitas vezes, a pessoa que o ofendeu nem ache que errou e não sofra como você.

A questão de COMO perdoar tem tudo a ver com a sua capacidade em compreender que é muito mais sobre você do que sobre o outro.

Se você aprender a perdoar, provavelmente, você será o maior beneficiado.

 

Então, para perdoar:

A primeira coisa a fazer é desejar a reconciliação.

Por caridade, aproximar-se do ofensor.

Compreender que quem ofende precisa de perdão maior.

Sentir piedade porque todos estamos sujeitos a erro.

Ter compaixão, que é se colocar no lugar do outro. No lugar dele o que você faria?

Primeiro perdoar internamente.

Depois verbalizar que perdoa e manifestar atitudes nesse sentido.

 

 

E para perdoar a si mesmo, COMO fazer?

 

Será que é mais fácil perdoar a nós mesmos do que aos outros?

Muitos têm maior facilidade em perdoar aos outros do que a si mesmos.

Perdoar a si mesmo não é tão simples assim.

Temos a tendência de sermos carrascos conosco mesmos.

Esse jeito de ser, quase sempre, é porque somos rígidos demais na forma como pensamos, inflexíveis na maneira como exigimos de nós determinado desempenho, e também, nos cobramos demais.

Tanto rigor faz com que não aceitemos a pessoa que somos e perdoar-se implica em nos aceitar do jeito que somos.

É claro que sempre podemos melhorar a nossa condição. É nossa responsabilidade sermos hoje, melhores do que fomos ontem. Mas isso não invalida o fato de que há um caminho a percorrer e é quase certo que haverá desacertos. Não somos perfeitos.

Na jornada existencial sempre estaremos sujeitos a equívocos.

Para muitos a dificuldade em perdoar-se é porque padecem de arrependimento ou remorso sobre determinado comportamento que reprovam.

Pode ser por algo que tenham feito ou dito. Por se sentirem responsáveis por uma consequência ruim. Por vícios que não conseguem controlar. Talvez, por não terem suprido as expectativas de outrem ou por acharem que nunca são bons o suficiente.

Muitas vezes a pessoa se culpa até por discordar de outrem.

Então, carregam um sentimento de culpa que os tortura, provocando estragos como a dificuldade em se aceitar e se amar, que gera a autopunição.

Uma das faces da autopunição é a pessoa não se perdoar.

Porque se ela se perdoar significa que aceitou sua condição humana, sua fragilidade em errar, mas também acertar.

Para perdoar-se exige tempo, coragem e compreensão.

Tempo por que tudo é aprendizado. Não deixa de ser um período de reflexão sobre melhorar as próprias atitudes.

Coragem para enfrentar as consequências dos próprios atos.

Compreensão de que a vida é uma jornada de evolução.

 

Então, para perdoar-se:

 

Aceite a pessoa que você é, do jeito que você é.

Reveja sua maneira de pensar sobre aquilo que reprova em você.

Tenha coragem de melhorar o que não está bom.

Aprenda com os erros e avance.

Aceite que, por mais que queira acertar, você pode errar.

Deixe o passado para trás, hoje você está diante da oportunidade de ser e fazer melhor.

Abandone expectativas irreais sobre si mesmo.

Aceite que você agiu ou se omitiu com o sentimento, entendimento e compreensão que tinha naquele momento. Hoje é diferente.

Ninguém é perfeito, mas todos são dignos de perdão.

Perdoe você e também aos outros.

Repita essas afirmações incansavelmente: eu me amo, eu me aceito, eu me perdoo.

 

Se o ofensor foi você e precisa ouvir que o outro lhe perdoa, então:

 

Assuma a responsabilidade pelo que disse ou fez.

Peça perdão aos outros, você se sentirá melhor consigo mesmo.

Diga que sente muito e que irá se esforçar para não repetir a atitude.

Esclareça a situação, pois muitas vezes o problema é menor do que imaginou.

Aceite as consequências do que fez e humildemente se retrate.

Se esforce em consertar as coisas.

 

 

 

 

Desenvolva em você a disposição em perdoar, através do:

 

  1. AUTOCONHECIMENTO

Você se conhece?

Entende o seu modo de agir?

Nessa fase de autoconhecer-se o objetivo é identificar pendências para abrir caminhos para a compreensão do porquê foi machucado e os pontos que precisa aprimorar.

Pode ser doloroso, mas é libertadora a compreensão de que existe uma razão maior para que você tenha passado por uma experiência traumática.

Essa compreensão transforma os sentimentos de raiva, desejo de vingança e dilui os ressentimentos.

Você entende que esteve o tempo todo diante da oportunidade de expandir a sua percepção sobre os próprios comportamentos e autocorrigir-se.

Nesse momento você deseja entender o porquê precisou passar por aquilo e assume a própria responsabilidade. Quando entende isso a dor deixa de guiar você e percebe que já desperdiçou muito tempo com o sofrimento e que é hora de se libertar das pendências e seguir desenvolvendo o seu ser.

Você abandona o papel de vítima e para de apontar o dedo para o outro.

Já imaginou como seria viver sem os apegos, vaidades, brigas, desentendimentos seus de cada dia?

Como seria parar de reclamar do marido, da esposa, dos filhos, da crise, das dificuldades, do tempo?

Como seria se libertar do apego ao sofrimento, dos vícios?

Como seria não ter alguém para culpar, criticar, julgar?

 

  1. DESAPEGO

O perdão se torna uma possibilidade quando a dor do passado para de reger as nossas vidas.

Perdoar é chegar à conclusão de que já odiamos bastante e não queremos odiar mais, isso é libertador, porque você se desapega daquilo pelo qual sofreu tanto.

Ao se desapegar da dor você entende que sofrer já não faz mais sentido.

Desapego é deixar ir.

 

  1. LIVRAR-SE DAS EXPECTATIVAS IRREAIS

Mais útil seria se pudéssemos aprender um jeito de não nos deixar atormentar com as situações que nos acontece, para isso é necessário eliminar muito sentimento inferior que ainda habita o nosso ser.

Livrar-se de expectativas irreais é deixar de cobrar do outro aquilo que ele não tem para dar.

Também é deixar de cobrar de si mesmo, sentimentos, comportamentos, resultados que estão além do próprio alcance.

Todos temos expectativas, o problema é quando ela se transforma em necessidade, porque o nosso desejo assim quer.

 

 

  1. FAZER AS PAZES COM O PASSADO

 

Fazer as pazes com o passado brota do desejo de deixar para trás o que não pode ser mudado e seguir em frente.

Se harmonizar com o passado é como apagar os rastos.

Não estou dizendo para fingir que o objeto da dor não existiu. Talvez nem mesmo seja possível esquecer.

Mas é um despertar para a compreensão de que não há como mudar o passado, mas é possível seguir adiante com novas perspectivas.

 

  1. REAVALIE SUAS ESCOLHAS

Sempre fazemos escolhas, até mesmo quando não escolhemos.

Entenda que suas escolhas definem o caminho que irá percorrer.

Se encontrar dor e sofrimento pelo caminho tenha a humildade em compreender que elas estão lá para que você aprenda algo. Você não é uma vítima.

Quando alguém se comporta como vítima e se sente injustiçado, transfere muito poder ao outro, pois permite que suas escolhas sejam movidas pelas circunstâncias dolorosas.

Escolha superar seus infortúnios. Não se prenda à dor.

 

  1. REZAR – ORAR – ACEITAR – FÉ – GRATIDÃO

Pedir a Deus, ao universo, que mostre o que você ainda não compreendeu sobre o porquê precisou passar por aquela experiência dolorosa.

Dessa maneira você bate à porta da verdade e segue em direção à busca da compreensão.

Se você compreende, você consegue aceitar.

Aceitar que tudo aconteceu para que você aprendesse algo necessário para sua evolução.

Nessa fase você percebe o quanto está mais forte.

Ter fé é acreditar naquilo que ainda não temos condições de ver com os olhos humanos. Sempre há uma razão de as coisas ser como são.

Seja grato por tudo o que lhe acontece. O estado de gratidão é como imã que atrai o melhor para a nossa vida.

 

 

  1. LISTA DE PERDÃO

 

A lista de perdão é para que você escreva os nomes das pessoas que precisa perdoar.

Faça uma viagem pela sua história e liste todos aqueles que, por menor que tenha sido, lhe causaram algum constrangimento.

Com a lista em mãos, diga em voz alta o nome de cada uma e diga que o liberta, que o perdoa e que deixa no passado qualquer resquício de dor, mágoa, ressentimento. Diga que tudo já passou.

Peça perdão também, seja humilde.

Após perdoar e pedir perdão, agradeça. Mesmo que tenha dificuldades diga que aprendeu muito com tudo o que aconteceu e que você agradece a experiência.

Se você tiver resistência com algum nome, escreva esse nome em outra lista para repetir a técnica de perdoar e agradecer até que se sinta aliviada e em paz.

O objetivo aqui é seguir adiante sem entraves ou impedimentos para que você seja livre e feliz.

 

O que pode acontecer a você se não perdoar?

Está provado cientificamente, que guardar rancor ou sentimentos negativos, podem resultar em doenças como o câncer, gastrite, enxaqueca, doenças na pele, depressão, entre outras.

 

O que você está esperando para viver livre e feliz, com saúde, abundância e de bem com a vida?

Va lá e perdoe!

 

 

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